As eleições para governador do Espírito Santo em 2026 começam a ganhar contornos mais nítidos, com três nomes se destacando na disputa: Lorenzo Pazolini, Ricardo Ferraço e Arnaldinho Borgo. Cada um representa um perfil político distinto e mobiliza grupos diferentes do eleitorado capixaba, configurando um cenário competitivo entre renovação, continuidade administrativa e gestão municipal bem avaliada.
Pazolini, atual prefeito de Vitória, lidera as pesquisas divulgadas até agora e aparece como principal nome da oposição. Seu discurso está centrado em segurança pública e eficiência administrativa. Com forte presença nas redes sociais e boa performance eleitoral anterior, ele se apresenta como candidato de renovação, apesar de já possuir experiência política relevante. Em simulações de segundo turno, mantém vantagem sobre os demais adversários, o que reforça sua posição como favorito inicial.
Ricardo Ferraço, vice-governador e nome tradicional da política capixaba, surge como representante da continuidade do atual governo. Sua longa trajetória em cargos estaduais e federais o credencia como candidato preparado e experiente. O desafio para Ferraço é consolidar sua candidatura sem parecer apenas uma extensão da gestão atual, ao mesmo tempo em que tenta atrair eleitores que buscam estabilidade e conhecimento técnico.
Arnaldinho Borgo, prefeito reeleito de Vila Velha com votação expressiva, desponta como alternativa dentro da base do governador Renato Casagrande. Ele representa uma mistura de renovação com continuidade, já que é bem avaliado e mantém aliança sólida com o governo estadual. Seu crescimento em pesquisas internas demonstra potencial competitivo, mas sua principal dificuldade será ampliar sua visibilidade em todo o Estado e se firmar como escolha definitiva da base governista.
Lorenzo Pazolini (Republicanos) tem 27%, e o vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB) com 26%, lideram cenários em uma eventual disputa ao governo do Espírito Santo, enquanto Arnaldinho tem 11%, aponta pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (7).
O cenário para 2026 tende a ser marcado por forte disputa entre esses três perfis: o da renovação oposicionista de Pazolini, o da experiência institucional de Ferraço e o da gestão municipal bem sucedida de Arnaldinho. A configuração final dependerá das alianças partidárias, do humor do eleitorado e da capacidade de cada pré-candidato transformar sua imagem em apoio consolidado até a fase oficial da campanha.


