Medicamentos à base de GLP-1 revolucionam o tratamento da obesidade, mas exigem cuidados!
Os chamados análogos do hormônio GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, representam a nova geração de medicamentos originalmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2. Hoje, esses fármacos estão transformando a abordagem médica da obesidade. A tirzepatida, por exemplo, combina a ação do GLP-1 com o GIP — outro hormônio intestinal que regula apetite e glicemia — e, segundo pesquisas, pode levar à perda de mais de 20% do peso corporal em adultos com obesidade.
Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que os medicamentos não são isentos de riscos. Efeitos gastrointestinais como náusea, diarreia, vômito e constipação são comuns, afetando até 18% dos usuários de tirzepatida e 24% dos que utilizam semaglutida. Embora esses sintomas tendam a diminuir com o tempo, em alguns casos podem ser mais intensos, tornando o acompanhamento médico essencial para ajustar doses e monitorar a tolerância.
Outro ponto de atenção é a retinopatia diabética. Estudos iniciais indicam que a semaglutida pode agravar quadros já existentes, especialmente em pacientes com diabetes, devido à rápida melhora da glicemia. Por isso, especialistas recomendam aumentar a dose de forma gradual.
A perda de massa muscular também é uma preocupação. Pesquisas mostram que entre 20% e 40% da redução de peso com GLP-1 pode envolver tecido magro, sobretudo em quem não combina o tratamento com ingestão adequada de proteínas e exercícios de resistência. Pacientes com perda significativa de peso podem desenvolver osteoporose. Em idosos ou pessoas frágeis, a musculação é essencial.
Além disso, indivíduos com obesidade e diabetes podem apresentar maior risco de pancreatite — inflamação do pâncreas que causa dor abdominal intensa e compromete a digestão.


