sexta-feira, 14 de agosto de 2026

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Corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Espírito Santo ganha força nas eleições de 2026.

Disputa reúne deputados em busca da reeleição, ex-parlamentares e novas lideranças de diferentes regiões do Estado.

Folha Diário

Corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Espírito Santo ganha força nas eleições de 2026

Disputa reúne deputados em busca da reeleição, ex-parlamentares e novas lideranças de diferentes regiões do Estado

A corrida eleitoral por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) começa a ganhar contornos mais definidos com a aproximação das eleições de 2026. Depois do período de convenções partidárias, encerrado em 5 de agosto, as legendas avançam para a etapa de registro das candidaturas e organização das campanhas. O prazo para o registro na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.

O cenário promete uma disputa acirrada. De um lado, deputados que já ocupam cadeiras na Assembleia buscam renovar seus mandatos. De outro, ex-deputados e novas lideranças políticas tentam conquistar espaço no Legislativo estadual. Levantamentos divulgados ao longo do ano apontaram que pelo menos 20 políticos que já exerceram mandato de deputado estadual pretendem voltar à disputa.

A formação das chapas partidárias será um dos fatores decisivos para o resultado. No sistema proporcional, além da votação individual dos candidatos, o desempenho das legendas e federações influencia diretamente a distribuição das cadeiras. Por isso, os partidos procuram montar chapas competitivas, equilibrando nomes conhecidos, lideranças regionais e candidatos com capacidade de mobilização eleitoral.

Outro ponto que chama atenção é a movimentação de parlamentares entre partidos. Durante a janela partidária, diversos deputados estaduais do Espírito Santo trocaram de legenda visando às eleições deste ano, alterando o desenho das forças políticas que disputarão a Assembleia.

A disputa também apresenta forte componente regional. Municípios da Grande Vitória, do norte, sul e noroeste capixaba devem buscar ampliar sua representação no Legislativo, enquanto candidatos tentam consolidar bases eleitorais em diferentes cidades.

Entre os novos nomes, também aparecem lideranças com trajetórias em áreas como administração pública, agricultura, serviços públicos e movimentos sociais. Em julho, por exemplo, o servidor público e extensionista rural Luiz Bricalli lançou sua pré-candidatura pelo PSOL, defendendo pautas relacionadas ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento dos serviços públicos.

A eleição para deputado estadual terá ainda forte influência da disputa majoritária. A corrida pelo Governo do Estado, pelo Senado e pela Câmara dos Deputados deverá movimentar alianças e palanques regionais, levando candidatos proporcionais a se posicionarem dentro dos diferentes grupos políticos que estarão em campo.

Com a campanha oficial se aproximando, a tendência é de aumento das agendas políticas, reuniões com lideranças, eventos partidários e apresentação de propostas aos eleitores. Para o eleitor capixaba, o desafio será acompanhar não apenas os nomes que aparecem com maior frequência, mas também as propostas, o histórico e a atuação de cada candidato.

A eleição de outubro, portanto, deverá definir não somente quem ocupará as cadeiras da Assembleia Legislativa nos próximos quatro anos, mas também o equilíbrio político do Espírito Santo e a relação entre o Legislativo, o Governo do Estado e os municípios.

Mais do que uma disputa por votos, a eleição para deputado estadual será uma disputa pela representação das diferentes regiões e segmentos da sociedade capixaba.