quarta-feira, 12 de agosto de 2026

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Endividamento atinge milhões de brasileiros e reforça alerta sobre organização financeira.

O endividamento continua sendo um dos principais desafios financeiros enfrentados pelas famílias brasileiras.

Folha Diário

Endividamento atinge milhões de brasileiros e reforça alerta sobre organização financeira

O endividamento continua sendo um dos principais desafios financeiros enfrentados pelas famílias brasileiras. Dados recentes da Serasa mostram que 83,7 milhões de brasileiros estavam negativados em junho de 2026, o maior número da série histórica. O levantamento também aponta que as dívidas acumuladas ultrapassam R$ 579,5 bilhões, com valor médio de R$ 6.920,63 por consumidor inadimplente. �

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O cenário revela o peso que o crédito tem assumido no orçamento das famílias. Bancos e instituições financeiras respondem por 46,9% das dívidas, seguidos pelas contas básicas, como água, energia e outros serviços essenciais. �

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Crédito caro e orçamento apertado

Entre os fatores que podem contribuir para o crescimento das dívidas estão o custo elevado do crédito, o uso frequente do cartão, empréstimos e a dificuldade de equilibrar despesas essenciais com a renda mensal.

Para muitas famílias, o crédito acaba sendo utilizado não apenas para compras, mas também para complementar o orçamento quando o dinheiro não é suficiente para chegar ao fim do mês. O problema aparece quando parcelas e juros passam a comprometer uma parcela cada vez maior da renda.

Renegociação pode ser um caminho

Especialistas em educação financeira recomendam que consumidores com dívidas evitem simplesmente contrair novos empréstimos para pagar compromissos antigos sem antes analisar o custo total da operação.

A renegociação pode ser uma alternativa para reorganizar o orçamento. Em junho, por exemplo, o valor médio dos acordos realizados na plataforma de renegociação da Serasa foi de R$ 793, com bilhões de reais em descontos concedidos. �

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O primeiro passo, segundo as orientações de educação financeira, é colocar todas as dívidas no papel, identificar quais possuem juros mais elevados e estabelecer uma estratégia de pagamento que realmente caiba no orçamento.

Educação financeira ganha importância

O elevado número de brasileiros inadimplentes mostra que o problema não está apenas relacionado ao consumo, mas também à necessidade de ampliar o acesso à educação financeira.

Ter controle sobre receitas e despesas, evitar comprometer toda a renda com parcelas e construir, quando possível, uma reserva para emergências são medidas que podem ajudar a reduzir o risco de novas dívidas.

Em um país onde milhões de consumidores enfrentam restrições no CPF, organizar as finanças deixou de ser apenas uma questão individual e passou a representar um importante desafio econômico e social. �